A VOLTA POR CIMA

A Usina do Gasômetro são duas. A primeira surge em 1874, quando o barão francês chamado Noel Paul d’Ornano consegue a concessão para explorar a nova iluminação a gás que substituiu lampiões a óleo. Do prédio, restam ruínas. O nome gasômetro foi herdado pela nova usina inaugurada em 1928, pelo grupo norte-americano Bond & Share, embora ela trabalhasse com carvão e não gasogênio. A disseminação da fuligem excedente da transformação de carvão em energia pelo bairro obrigou a empresa a construir uma chaminé de 117 metros de altura – hoje, um dos símbolos de Porto Alegre. Durante 50 anos, a Usina do Gasômetro gerou energia e poluiu o ar da cidade, até ser abandonada. Uma mobilização popular evitou que o prédio fosse destruído. No final da década seguinte, a Usina foi transformada em Centro Cultural. Seus 18 mil metros quadrados abrigam salas de cinema, galeria de arte e espaços para exposições, ensaios e seminários.

Marco Nedeff

Marco Nedeff

Ricardo Stricher

Ricardo Stricher

Marco Nedeff

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