lições do passado

Inaugurada em 1972, em pleno “milagre econômico” durante a ditadura militar, a norueguesa Indústria de Celulose Borregaard tornou-se a grande vilã do processo de poluição das águas do Guaíba. A fábrica entrou em funcionamento sem nenhum estudo de impacto socioambiental. Já no primeiro ano, causou a interdição dos três tradicionais balneários do município de Guaíba: Vila Elza, Florida e Alegria. A luta incessante dos ambientalistas provocou várias suspensões e obrigou a indústria a adotar filtros antipoluentes. Em 2009, a Celulose Riograndense foi assumida por um grupo chileno. Sua expansão representou o maior investimento privado da história do Rio Grande do Sul – R$5 bilhões – e a promessa de que as emissões de gases seriam reduzidas ao mínimo e passariam por uma sequência de filtros, com o manejo mais cuidadoso dos efluentes líquidos.

Celulose Riograndense

Celulose Riograndense