A CÉU ABERTO

A chamada “obra do século” constava do Plano Geral de Melhoramentos do engenheiro João Batista Maciel, de 1914, mas só seria iniciada durante a Administração de José Loureiro da Silva, logo após a grande enchente de 1941. Pelo trajeto antigo, o Dilúvio dobrava à direita logo após a Ponta da Azenha, percorrendo um trajeto através do bairro Cidade Baixa, passando sob a Ponte de Pedra até o Guaíba, junto à antiga Casa de Correção. Cada temporal imediatamente provocava o transbordamento do arroio e o alagamento dos bairros do entorno. A retificação do Dilúvio até o Guaíba pode ser medida em números: 204 desapropriações de terrenos, 160 mil metros cúbicos de terra removidos, 17 pontes, 12 quilômetros de canalização e a construção da Avenida Ipiranga. Projetado como escoadouro pluvial, o Dilúvio sofre os efeitos do crescimento, tornando-se um verdadeiro esgoto a céu aberto.

Fototeca Sioma Breitman/MJJF – PMPA

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